https://orcid.org/my-orcid?emailVerified=true&orcid=0009-0004-6665-3765
Quando dizemos que "alguém é idiota", quase sempre não estamos descrevendo a pessoa , mas expressando nossa irritação diante da discordância. O rótulo surge menos como conceito e mais como reação emocional.
Em grande parte das situações, o chamado "idiota" é apenas:
Alguém que não compartilha nossa valores , que lê o mundo por outra lente ou alguém que questiona certezas que temos como óbvias.
Nesse sentido, a palavra funciona como um atalho retórico, ou seja, em vez de argumentar , desqualifica-se o outro. É mais fácil chamar de idiota do que sustentar o próprio ponto de vista com paciência e abertura.
Ha também um aspecto ético importante: quando classificamos alguém como "idiota", interrompemos o diálogo. O rótulo fecha a escuta , fortalece posições e impede a possibilidade de aprendizado mútuo.
Talvez seja mais justo e mais humano pensar que não existem "idiotas". Existem diferenças de pontos de vista, experiências de vidas diferentes e diversas maneiras de perceber a realidade.