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Não esqueça: A Boa Escrita Não Nasceu com a Tecnologia
Aprendi a escrever textos razoavelmente aceitáveis lendo os clássicos da literatura brasileira. Ao longo dos anos, tive o privilégio de ler grande parte das obras da literatura brasileira, tais como as de Machado de Assis, Clarice Lispector, José de Alencar, Carlos Drummond de Andrade e tantos e tantos outros, o que contribuiu decisivamente para a formação da minha escrita.
Aprendi com os clássicos que uma das técnicas para dar clareza ao texto é usar frases curtas. Na dúvida entre utilizar vírgula ou ponto, muitas vezes é melhor optar pelo ponto.
A própria inteligência artificial usa como parâmetro de bons textos autores que escreveram, e ainda escrevem, bons textos. Talvez por isso, quando alguém escreve com objetividade, clareza e coesão, usa a pontuação de forma adequada e faz uso de frases curtas, logo surgem acusações de que o texto foi produzido por IA.
Infelizmente, com o advento da internet, das redes sociais e da própria IA, o hábito de ler os clássicos e outras boas obras caiu, em grande parte, em desuso.
Duvido que algum usuário frequente de redes sociais tenha lido pelo menos uma boa obra neste mês de abril.
No entanto, a leitura de bons livros continua sendo uma necessidade absolutamente indispensável, porque a literatura desenvolve capacidades humanas que nenhuma tecnologia substituiu e que por esta razão se tornaram ainda mais indispensáveis no mundo dominado pela tecnologia.
Marcos Antonio Vasconcelos Rodrigues - professor de língua portuguesa desde os anos 1980.
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